O Barbeiro, a cachorrinha e o papagaio


Paz e bem, meus caros amigos da Rede Vida.

Meu pai tem um barbeiro há 50 anos. É o mesmo que o acompanha desde a década de 60. Faz o cabelo e a barba do papai periodicamente.

O barbeiro conhece bem toda a família.

Ele sempre tem uma história para recordar, para lembrar, para partilhar.

O barbeiro já tem mais de 80 anos. Anda diariamente 40 minutos, levando seu cão para passear junto na praça da bandeira.

A mulher do barbeiro tem um papagaio. O Bingo é falante. Sabe o hino do Corinthians. Durante muito tempo, tinha a cadelinha Mel. Ela morreu de velhice há cerca de um ano. O papagaio ainda hoje chama pela amiga.

– Mel, cadê você? Por que está sumida? – indaga o papagaio, aumentando a saudade do casal da cachorrinha falecida.

Um barbeiro, uma cachorrinha e um papagaio.

Serviço, sinceridade e saudade.  3 sentimentos humanos.

Um barbeiro é prestador de serviço e a atividade requer não só habilidade mas cuidado com o outro.

Um animal de estimação exige trato de atenção para com a natureza, tolerância nas diferenças, cuidado.

Um papagaio pode não apenas repetir palavras, mas dar sentido aos nossos próprios pensamentos de saudade.

Minha reflexão é sobre os valores de cultivamos, nos serviços que realizado, nas amizades que planto, nas lembranças que guardo.

O barbeiro, a cachorrinha e o papagaio me fazem pensar no bom serviço, na fidelidade e nas palavras do cotidiano.

Paz e bem.

Luiz Antônio Monteiro é cronista de O Diário de Barretos





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