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O papo atual é o medo geral

O Diário - 6 de março de 2025

O papo atual é o medo geral

O papo atual é o medo geral

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Um assunto comum na cidade tem sido o medo total de crime em geral. Em razão dos assaltos registrados em residências em horários diferentes do dia, não somente à noite, a violência vem tirando o fôlego, diante da ação real de marginais.

Em bando, os assaltantes entram nas casas pelo portão da frente, armados avançam sem asa, com ameaças pesadas e superando todo tipo de sentinela. Com atos de crueldade, atuam como feras que não aferem efeitos e consequências.

Não se deve pensar em “feitos isolados” e “efeitos localizados”, como se o mal tivesse criado raízes somente no Chão Preto. Mas o medo total da guerra urbana tem provocado reações perigosas, abrindo mão do modo tenaz de buscar a paz, a segurança e a superação das distâncias sociais, econômicas e culturais.

Mais do que as estatísticas apresentadas – foram 8 roubos e 143 furtos em janeiro, além de 202 inquéritos policiais abertos e 114 prisões efetuadas – o sentimento de medo, de insegurança e impotência tem alardeado, avançado e penalizado a comunidade. Os dados do ano passado mostram 91 roubos e 1.794 furtos em Barretos.

Diante do medo crescente e da violência pulsante, o despertar para um programa coletivo de segurança deve ser fomentado, envolvendo executivo, legislativo e judiciário. O medo é real e não está preso a puros sentimentos passageiros, especialmente pela proximidade com as vítimas, as famílias atingidas e o cidadão agredido. Mais do que se armar contra a violência dos assaltos, urge uma cultura comunitária de vigilância, de solidariedade e de segurança.