Professores de SP entram em greve contra retorno de aulas presenciais
importacao - 5 de fevereiro de 2021

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Os professores da rede estadual decidiram entrar em greve contra o retorno das aulas presenciais. A APEOESP realizou assembleias virtuais em que 91,7% da categoria votou pela greve a partir de 8 de fevereiro mantendo o trabalho remoto.
Para a presidente do Sindicato e deputada estadual, professora Bebel, o movimento é uma greve sanitária em defesa da vida contra a volta das aulas presenciais.
Ela afirma que, diferentemente de outras paralisações, desta vez o foco é a saúde, preservar vidas, tanto de professores quanto de alunos, funcionários e familiares. "Não há condições para um retorno seguro, as escolas não apresentam a mínima infraestrutura. Recebemos a todo momento fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras e álcool gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves", disse a presidente.
A APEOESP constatou até agora 147 casos de Covid em escolas que tiveram algum tipo de atividade presencial. Durante a próxima semana, o Sindicato fará atos e manifestações em todas as suas regionais para esclarecer sobre o fato à população.
VACINAS: Os professores também defendem o retorno presencial somente quando forem imunizados contra a Covid-19. A coordenadora da APEOESP em Barretos, Ana Cláudia Santos, ressaltou a importância da reflexão dos pais sobre o tema. "É sério colocar 30% de crianças em uma sala de aula pequena, a maioria das escolas não têm ventilação adequada e ficam em prédios antigos", disse.
Outro agravante é a proibição de usar ventiladores para evitar a propagação do vírus. "Pedimos aos pais que reflitam sobre isso, as crianças ficarão no calor, nessas salas sem segurança e podem voltar para casa e contaminar a família toda", afirmou.
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