Telemedicina, pesquisa e inovação ampliam aprendizado na FACISB
Adelaide Lavanini - 7 de novembro de 2024

ENSINO: Professores Sérgio Serrano e Celine Pinheiro atuam na direção-geral e acadêmica da FACISB
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Estudantes de Medicina têm experiências além da grade curricular
A telemedicina tem revolucionado o setor de saúde nos últimos anos, trazendo novas possibilidades para o atendimento médico à distância. Essa modalidade, ágil e eficaz, fornece acesso a cuidados específicos no conforto do lar. Sérgio Serrano, diretor-geral da FACISB, destacou que a telemedicina já era uma realidade antes da pandemia de Covid-19, sendo inserida na série curricular dos alunos. “A pandemia acelerou esse processo, e os alunos passaram a participar diretamente ao lidar com as dificuldades dos pacientes do Hospital de Amor, cujos atendimentos foram suspensos em março de 2020”, afirmou.
Segundo o Dr. Serrano, uma central de atendimento foi criada para orientar pacientes de diversas regiões do Brasil, principalmente aqueles com sintomas gripais. A telemedicina foi essencial durante a pandemia e se consolidou como uma ferramenta importante tanto para os alunos quanto para a população. “No modelo clássico, as pessoas precisam ir até um local para serem atendidas; com a telemedicina, é o contrário”, explicou o médico.
Ele ressaltou a necessidade de mudar a percepção sobre a telemedicina, aceitando-a como uma solução capaz de resolver questões de saúde remotamente, via videochamada. “Para quem realmente precisa de atendimento presencial, o rastreamento remoto já está disponível, agilizando o processo”, acrescentou. Com isso, a telemedicina pode aliviar a sobrecarga em UPAs, prontos-socorros, postos de saúde e outros serviços de atenção primária, direcionando imediatamente os casos mais complexos para o atendimento presencial.
Currículo
A telemedicina faz parte da série curricular dos estudantes desde o primeiro ano da faculdade, passando pelo internato e pela residência. Segundo o Dr. Serrano, a participação das aulas exige capacitação, simulações e treinamentos específicos. Os atendimentos são realizados sempre sob a orientação de um preceptor ou profissional de saúde. “Os alunos são supervisionados e nunca tomam decisões sozinhos. O orientador participa ativamente da videochamada, junto com o paciente e sua família”, afirmou. Atualmente, mais de mil atendimentos são realizados mensalmente, impactando diretamente os serviços oferecidos pela FACISB à comunidade. “É um processo de mudança cultural que ainda não foi adotado por todos, mas, em breve, será uma prática comum, com altos índices de resolutividade”, comentou o Dr. Serrano.
Novas perspectivas
A pesquisa e a inovação têm sido os pilares da evolução constante na medicina, impulsionando descobertas que melhoram o diagnóstico, o tratamento e a prevenção de diversas doenças. A FACISB proporciona oportunidades aos alunos para aprimorar o conhecimento e oferecer ensino de excelência. A diretora acadêmica da FACISB, Celine Pinheiro, informou que os alunos têm contato com pesquisa desde o início da graduação e buscam fontes confiáveis e métodos de evidências científicas. “Implementamos o programa de iniciação científica com participação de 35% dos alunos egressos e os matriculados”, disse. Recentemente, a FACISB iniciou projetos de inovação tecnológica com dados coletados em cenários externos e na prática médica. “A iniciação científica foca em gerar conhecimento e a inovação tecnológica em gerar novos produtos para melhoria da saúde”, disse Celine.
Bolsas e oportunidades
Um dos principais estímulos da FACISB são as bolsas de estudo para iniciação científica também oferecidas por agências de fomento. Outra oportunidade é o MD-PhD que, em parceria com a Fundação Pio XII, permite ao aluno entrar em programa de pós-graduação que equivale a um doutorado. “É a oportunidade de finalizar a faculdade com dupla titularização, além disso desenvolvemos produtos para auxiliar a comunidade e damos oportunidade de os alunos enxergarem soluções e serem empreendedores”, finalizou.